Virginie no Journal du Centre

quarta-feira, 30 de abril de 2008     (read it in English)    (leer el texto en Español)

O Journal du Centre é o jornal do departamento de Nièvre, terra de Virginie. Há no jornal uma seção que se intititula “Expatriés Nivernais“, dedicada a publicar perfis de pessoas de região que foram morar no exterior - os que na França são chamados “expatriados”. Este mês publicaram um perfil de Virginie, no qual eu me tornei o “marido espanhol de origem brasileira” da senhora Aubert-Boullosa. Fala sério… :) Cliquem na foto para ver o artigo original no Journal du Centre. Para os que não têm familiaridade com a língua de Molière (ou, como diria Lilian, não são “chiques”), ponho abaixo o texto numa tradução livre.

Virginie Aubert-Boullosa, uma jovem de 27 anos de Imphy, desfruta dias felizes em Barcelona em companhia de seu marido de origem brasileira. Uma vida de família tranquila para esta ex-aluna de Línguas Estrangeiras Aplicadas.

As coincidências às vezes funcionam. Há algumas semanas, contactamos Virginie por telefone para entrevistá-la para nossa seção destinada aos expatriados. Dois dias mais tarde, essa jovem residente em Barcelona já estava em nossa redação. A ex-aluna do Liceu Alain-Colas estava passando alguns dias de férias com sua família em Nevers. Era a ocasião para ela contar-nos sua trajetória e seu cotidiano na Catalunha.

Nascida em Nevers, Virginie Aubert-Boullosa passou sua infância em Imphy, antes de entrar no Liceu Alain-Colas e na Universidade de Dijon, onde estudou Línguas Estrangeiras Aplicadas (LEA). Estudos que lhe permitiram fazer um estágio em Barcelona durante nove meses e, em seguida, outro em Dublim, onde viveu por três meses.

Foi natural que a ex-aluna do colégio Louis-Aragon de Imphy decidisse então sucumbir à tentação de viver no exterior assim que recebeu o seu diploma: “Como estudante de línguas, eu não tinha escolha: tinha que trabalhar em uma grande metrópole. Mas eu não queria morar em Paris. Havia gostado do estágio e da experiência em Barcelona, e, além disso, sabia que seria fácil encontrar emprego na Espanha”.

Muita gente ganha 1000 euros

Hospedada inicialmente na casa de uma amiga, Virginie consegue um emprego, depois de somente três dias de procura, em uma grande empresa de informática, onde trabalhou durante dois anos. Em seguida, tornou-se assistente do departamento de compras de uma fábrica de produtos alimentícios. Hoje em dia, a jovem nivernesa, que será mamãe em setembro, desfruta dias felizes no bairro de Sants-Montjuic: “É um outro ritmo de vida. Levamos a vida mais tranquilamente devido ao clima e à mentalidade”.

Entre os aspectos negativos, o custo de vida, que é muito alto: “o salário mínimo espanhol é de 600 euros. Muita gente ganha 1.000 euros. São os chamados ‘mileuristas’”. Na Espanha, ela pôde também observar a percepção que os habitantes locais têm sobre a França: “as pessoas aqui não têm uma boa imagem da França depois da chegada de Sarkozy. Elas também não compreendem a nossa grande quantidade de greves”.

Casada com um espanhol de origem brasileira, Beto, Virginie não exclui voltar um dia ao Hexágono francês, sobretudo ao sul, ainda que aprecie a vida cosmopolita da capital catalã: “encontramos muitas culturas diferentes, mas os estrangeiros vêm e partem. É difícil fazer amigos e estamos longe de nossas famílias”.

Romain Coulangeon

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2 comentários para “Virginie no Journal du Centre”

  1. Vera Lucia disse:

    Parabens, Virginie e Beto, adorei saber mais um pouco sobre vcs e especialmente sobre vc, Virginie…grande menina.
    Continuem assim…
    Parabens pelo bebe.
    bjs Vera Lucia

  2. Carla Delgado-Battenfeld disse:

    Hola Virginy, saludos por la entrevista. Es un retrato muy real de las cosas buenas e malas de la vida de estrangeros en Catalunya. Un abrazo para la familia! Besos, Carla.

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